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"Acabou o dinheiro": CEO do Fortaleza admite crise financeira e responde a críticas

Em vídeo oficial, Pedro Martins rebate declarações de Brítez, explica demissões e pede pé no chão à torcida diante de dívidas herdadas na Série B.

Foto: Mateus Lotif/Fortaleza EC

O Fortaleza vive um dos momentos mais conturbados de sua história recente. Após o protesto de torcedores na sede do clube e as críticas públicas do zagueiro Brítez sobre o modelo de gestão, o CEO de futebol, Pedro Martins, quebrou o silêncio. Em um pronunciamento de sete minutos divulgado nesta quinta-feira (09), o dirigente foi direto ao ponto sobre a situação financeira da instituição: "Acabou o dinheiro".

A Dura Realidade da Série B

Martins explicou que o rebaixamento foi apenas o gatilho para uma crise mais profunda, alimentada por dívidas de temporadas passadas que agora sufocam o orçamento do clube. O dirigente defendeu a necessidade de uma gestão austera, justificando o corte de gastos e a reestruturação do quadro de funcionários — pontos que geraram insatisfação interna no elenco. Segundo ele, a prioridade atual é manter salários e direitos de imagem em dia para garantir que o time tenha condições mínimas de buscar o acesso à Série A.

Resposta ao Elenco e à Torcida

O pronunciamento funcionou também como uma resposta a Brítez, que havia afirmado que o Fortaleza "não é uma empresa". Martins rebateu dizendo que "se reinventar" não é apenas criar regras e processos, mas enfrentar a escassez com transparência. O CEO admitiu entender a frustração da torcida após a derrota no Clássico-Rei e as exibições abaixo do esperado, mas ressaltou que o momento exige "pé no chão" e que não fará promessas financeiras que o clube não possa cumprir. Confira o pronunciamento na íntegra:

Créditos: TV Leão

Foco na Reconstrução

Apesar do cenário pessimista nas contas, o mandatário tentou virar a página para o compromisso de domingo (12) contra o São Bernardo, pela 4ª rodada da Série B. Martins lembrou que o Fortaleza já superou momentos de escassez no passado para chegar à Libertadores e que o processo de reconstrução será feito "olhando no olho". O desafio agora é transformar o discurso de austeridade em resultados imediatos dentro de campo para acalmar os ânimos no Pici.

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